CFA

“Sorriram um para o outro. E tudo estava certo outra vez, e tudo tinha um gosto bom.”

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Mulhmann Karina

Hoje você jura amor eterno, amanhã não me olha nos olhos, semana que vem você encontrará um novo “amor” e provavelmente depois de chorar muito eu ficarei bem.
Hoje em dia “eu te amo” virou bom dia, boa tarde, bons sonhos ou até mesmo alô como vai? Desculpe-me a sinceridade, quem sabe a petulância, mas qual é o significado do amor? Prefiro não ouvir um “eu te amo” por toda a vida, do que ouvir um falso “eu te amo” todos os dias.
Eu espero amar alguém e sentir reciprocidade nisso, quero passear de mãos dadas quem sabe usar aliança de compromisso, mas sentir aquele frio na barriga, quero olhar nos olhos desse alguém e saber que ali há amor e que isso não precisa ser dito várias vezes ao dia. Eu não quero frases decoradas nem palavras repetidas, eu quero sinceridade. Mas vale um não agradável do que um sim falso. Atualmente tudo está tão monótono que uma prova de amor se resume numa atualização de status numa determinada rede social, expondo uma felicidade que não existe, ou melhor, um amor que não existe.
Tudo isso me faz crer que nasci no tempo errado. Queria ser do tempo em que uma serenata embaixo da janela era declaração de amor, que versos e poesias eram feitas descendentes de um sentimento real. Queria poder acreditar nas pessoas. Queria alguém que me convidasse pra jantar sem outras intenções e não aquele que avisa da balada do fim de semana, queria uma companhia agradável para ver um bom filme num sábado à noite. Eu queria mais simplicidade e menos aparência. Eu queria ouvir a melodia de uma música no violão vendo o pôr do sol, eu queria que o amor fosse o amor de antigamente.
Então eu acordei.

Chico Xavier

Uns queriam um emprego melhor; outros, só um emprego.
Uns queriam uma refeição mais farta; outros, só uma refeição.
Uns queriam uma vida mais amena; outros, apenas viver.

Uns queriam pais mais esclarecidos; outros, ter pais.
Uns queriam ter olhos claros; outros, enxergar.
Uns queriam ter voz bonita; outros, falar.
Uns queriam silêncio; outros, ouvir.
Uns queriam sapato novo; outros, ter pés.
Uns queriam um carro; outros, andar.

Uns queriam o supérfluo; outros, apenas o necessário.

Há dois tipos de sabedoria: a inferior e a superior.

A sabedoria inferior é dada pelo quanto uma pessoa sabe e a superior é dada pelo quanto ela tem consciência de que não sabe. Tenha a sabedoria superior. Seja um eterno aprendiz na escola da vida. A sabedoria superior tolera, a inferior julga; a superior alivia, a inferior culpa; a superior perdoa, a inferior condena.

Tem coisas que o coração só fala para quem sabe escutar! Que possamos estar sempre atentos aos sinais e saber o que realmente se faz necessário.

 

Rainha de Copas

Um dia me disseram que “quanto mais alto o vôo, maior a queda”. Eu custo a acreditar nisso… Porque na verdade nunca tive medo de voar. E talvez esse ditado popular fosse uma maneira se conseguir oprimir desejos e planos otimistas. Eu vivo o hoje, mesmo que pense no amanhã. Não deixo de viver nunca por causa de medo de cair ou dar com a cara no muro. Realidade demais para você? Pra mim não, porque no meu reino sonho vira realidade, sim. E voar é para os que tem asas e não para qualquer um. Aqui, “quanto mais alto o vôo, mais bela a vista”.

Autor Desconhecido

“Carregue ela e finja que você vai jogá-la na piscina… Ela vai gritar e te bater, mas secretamente ela vai amar. Segure sua mão enquanto você conversa. Segure sua mão enquanto você dirige. Apenas segure sua mão. Diga que ela está linda. Olhe em seus olhos enquanto você fala com ela. A proteja. Conte piadas idiotas para ela. Faça cócegas nela, mesmo que ela te mande parar. Quando ela começar a te xingar diga que a ama. Deixe-a adormecer em seus braços. Deixe-a brava, em seguida, beije-a. Provoque ela. Deixe ela te provocar de volta. Beije-a na bochecha. Beije-a na testa. Apenas beije-a. Deixe-a vestir suas roupas. Vá devagar. Não force nada, e quando você se apaixonar por ela, diga a ela.”

Pe.Fábio De Melo

O que sei é que a vida me afeta com seu poder de vivência. Empurra-me para reações inusitadas, tão cheias de sentidos ocultos. Cultivo em mim o acúmulo de muitos mundos.
Por vezes o cansaço me faz querer parar. Sensação de que já vivi mais do que meu coração suporta. Os encontros são muitos; as pessoas também. As chegadas e partidas se misturam e confundem o coração. É nesta hora em que me pego alimentando sonhos de cotidianos estreitos, previsíveis.
Mas quando me enxergo na perspectiva de selar o passaporte e cancelar as saídas, eis que me aproximo de uma tristeza infértil.
Melhor mesmo é continuar na esperança de confluências futuras. Viver para sorver os novos rios que virão.
Eu sou inacabado. Preciso continuar…
Se a mim for concedido o direito de pausas repositoras, então já anuncio que eu continuo na vida. A trama de minha criatividade depende deste contraste, deste inacabado que há em mim. Um dia sou multidão; no outro sou solidão. Não quero ser multidão todo dia. Num dia experimento o frescor da amizade; no outro a febre que me faz querer ser só. Eu sou assim. Sem culpas.

Carlos Drummond de Andrade

“Por muito tempo achei que ausência é falta. E lastimava ignorante a falta. Hoje não a lastimo. Não há falta na ausência. A ausência é um estar em mim. E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços, que rio e danço e invento exclamações alegres, porque a ausência assimilada, ninguém a rouba mais de mim.”