C.Drummond

“Com o tempo você vai percebendo que para ser feliz com uma outra pessoa, você precisa, em primeiro lugar, não precisar dela. Você tem que aprender a gostar de você, de cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você. O segredo é não correr atrás das borboletas… é cuidar do jardim para que elas venham até você. No final das contas, você vai achar, não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você”.

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Carlos Drummond de Andrade

“Por muito tempo achei que ausência é falta. E lastimava ignorante a falta. Hoje não a lastimo. Não há falta na ausência. A ausência é um estar em mim. E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços, que rio e danço e invento exclamações alegres, porque a ausência assimilada, ninguém a rouba mais de mim.”

Carlos Drummond de Andrade

“Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial.
Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no
limite da exaustão.
Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra
vez, com outro número e outra vontade de acreditar que : Daqui pra diante vai ser diferente”

Carlos Drummond de Andrade

Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.

Vida

”A cada dia que vivo, mais me convenço de que o
desperdício da vida está
no amor que não damos, nas forças que não
usamos, na prudência egoísta
que nada arrisca, e que, esquivando-se
do sofrimento, perdemos também a
felicidade”.

[Carlos Drummond de Andrade]

Um pouquinho de Drummond.


pois se de tudo fica um pouco, por que não ficaria um pouco de ti? no
trem que leva ao norte, no barco, nos anúncios de jornal, um pouco de
ti em Londres, um pouco de ti algures? na consoante? no poço? por que
és tu. quem, com apenas duas mãos, reproduziria o sentimento do mundo?
quem, com tanta serenidade, ficaria sentado, contemplando um mar de
pessoas na calçada? quem suportaria o frio das madrugadas, ouvindo o
som manso das ondas que se quebram, sem poder, ao menos, molhar a barra
da calça? quem deixaria que lhe levassem os óculos, uma, duas ou tres
vezes, sem perder o foco? quem seria capaz de morrer de amor e, ainda
assim, permanecer imortal?

Drummond